Diante de toda a grave situação envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho e da flagrante omissão quanto à garantia dos direitos trabalhistas promovida tanto pela administração hospitalar quanto pela entidade gestora responsável, especialmente no que tange ao pagamento das verbas salariais das trabalhadoras da instituição, o Sindicato profissional vem, por meio deste, tornar pública e formal a presente comunicação.
Conforme amplamente verificado, o prazo legal para pagamento dos salários, correspondente ao quinto dia útil do mês, venceu na última quinta-feira, dia 07 de maio de 2026, sem que houvesse a devida quitação salarial das trabalhadoras e trabalhadores vinculados à instituição hospitalar.
Ainda, no dia 08 de maio de 2026, ocorreu apenas pagamento parcial dos salários, circunstância esta que agravou sobremaneira a situação de instabilidade financeira, insegurança e sofrimento enfrentada pelas profissionais da saúde, considerando que significativa parcela das empregadas sequer recebeu integralmente os valores necessários à própria subsistência.
Cumpre destacar que o Sindicato profissional, durante todo o período de agravamento da crise, buscou incessantemente a resolução pacífica e institucional dos conflitos, mantendo diálogo com todos os envolvidos, promovendo tentativas de composição, mediações e tratativas administrativas, sempre priorizando a continuidade dos serviços essenciais e a preservação da dignidade das trabalhadoras.
Todavia, a realidade vivenciada no ambiente hospitalar tornou-se absolutamente insustentável.
As trabalhadoras vêm sendo submetidas a ambiente de extrema insegurança funcional, ausência de previsibilidade remuneratória, sucessivos atrasos salariais, insegurança quanto às escalas e setores de trabalho, deficiência de materiais indispensáveis ao exercício das atividades hospitalares, além de constante pressão psicológica e evidente estado de desgaste emocional coletivo.
A situação ultrapassa a esfera meramente administrativa e financeira, alcançando diretamente a saúde mental das profissionais, a dignidade da pessoa humana e, sobretudo, a segurança dos próprios pacientes atendidos pela instituição hospitalar, diante das condições precárias impostas às equipes responsáveis pelo atendimento.
A manutenção desse cenário representa risco concreto à integridade física, psicológica e profissional das trabalhadoras da saúde, bem como à adequada prestação do serviço hospitalar à população.
DIANTE DA GRAVIDADE DOS FATOS, DA REITERAÇÃO DOS DESCUMPRIMENTOS TRABALHISTAS E DA AUSÊNCIA DE SOLUÇÃO EFETIVA ATÉ O PRESENTE MOMENTO, O SINDICATO PROFISSIONAL COMUNICA QUE A DEFLAGRAÇÃO DE GREVE DA CATEGORIA É IMINENTE.
O movimento paredista decorre da necessidade de proteção mínima à dignidade das trabalhadoras, à regularidade do serviço hospitalar e à preservação da própria segurança da assistência prestada à população.
O presente comunicado é encaminhado para ciência e adoção das providências que entenderem cabíveis pelas autoridades e instituições competentes.
Jacarezinho/PR, 09 de maio de 2026.
REGINALDO RISTAU
Presidente do SINSAÚDE CP
