Sindicato diz que greve dos funcionários do Hospital São Vicente começa na 2ª

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A situação jurídica e financeira do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo de Quatiguá não poderia ser mais complicada e, para piorar, o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Cornélio Procópio, Reginaldo Ristau afirmou na manhã de quarta-feira, 17, que o início da greve está marcado para a próxima segunda-feira. “A paralisação não foi suspensa como disse o secretário da Saúde [de Quatiguá], Claudinei de Oliveira. Só não haverá paralisação caso a unidade hospitalar consiga pagar o 13º salário e o salário de janeiro aos 25 funcionários. Sem pagamento, a greve começa na segunda-feira”, reafirmou.

No hospital, o clima é de desamparo. A ex- administradora Vânia Silveira e toda a diretoria pediram demissão há dois dias. O ex-provedor. Oslei Ieger está sendo investigado pela Polícia Civil por não prestar contas do dinheiro arrecadado em eventos realizados em prol da unidade hospitalar no ano passado, incluindo o bingo que deveria sortear uma caminhonete, dois carros de passeio e três motos. Somente as motos foram entregues aos ganhadores. A cartela custava R$ 1 mil. Não há informações de quantas foram vendidas.

Com tudo isso, hoje, não há ninguém à frente da instituição. Uma funcionária que preferiu não se identificar disse que se sente abandonada. “Não sabemos a quem recorrer”, lamentou.

Tentando intermediar a situação, o prefeito Luiz Fernando Dolenz disse que a intenção é dissuadir os funcionários de aderir à paralisação por meio de diálogo, já que ele não pode se comprometer em quitar as folhas de pagamento. Segundo Dolenz, a antiga Associação São Vicente de Paulo, que geria as finanças do hospital está inativa, e que a comunidade está criando uma nova, que já está regularizada, mas ainda descapitalizada para assumir as despesas da folha de pagamento. “Até dezembro de 2015, a prefeitura fez repasses de verbas ao hospital mensalmente, mas através de liminar concedida pela justiça, porque a unidade hospitalar tem dívidas com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e com o INSS, e por causa disso não possui certidão negativa de débitos. Sem esse documento, só é possível repassar recursos financeiros com autorização da justiça”, explicou. Como o convênio encerrou no final de 2015, até agora a justiça não concedeu liminar para novo contrato, portanto, a prefeitura está impedida, por enquanto, de ajudar o hospital financeiramente. “Só consegui manter o pagamento do plantão médico, que está em dia. O restante, depende da justiça liberar e teria que ser retroativo para que o valor a ser repassado seja suficiente para todas as despesas. Essa situação precisa ser explicada aos funcionários, para que eles entendam que o problema está sendo resolvido e para que não se sintam tão desamparados. Além do mais, não são todos que querem fazer greve. Espero que a greve não ocorra, para não agravar ainda mais a situação do hospital”, concluiu.

Notícia disponível no site do Jornal Tribuna do Vale – http://www.tribunadovale.com.br/